quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PROJETOS

Neste semestre, mesmo não tendo participado muito das atividades da interdisciplina de Seminário Integrador, ficou claro que o trabalho com projetos é importante, pois busca o trabalho em cima do interesse do aluno e suas contribuições para a própria aprendizagem. Dentro deste contexto, é que o professor vai adequar, atribuir os conteúdos programáticos que são exigidos em cada série.
O trabalho com projetos favorece a construção da aprendizagem, porque parte de uma temática que deve fazer parte da vivência do educando, para que o mesmo possa compreender criticamente o contexto em que está inserido e agir sobre ele buscando transformá-lo.

O trabalho com projetos

É possível trabalhar com projetos em qualquer nível de escolaridade, porém o tema deverá estar de acordo com a faixa etária dos alunos. O trabalho com projetos possibilita um trabalho cooperativo favorecendo descobertas coletivas através das discussões e interações.Também favorece a interdisciplinariedade podendo ser trabalhado nas diferentes áreas de conhecimento.Para o aluno , é desafiador o trabalho com projetos, pois o incentiva a buscar informações através de pesquisas, entrevistas e outras fontes, desenvolvendo várias habilidades e levantando diversas hipóteses sobre o que esta buscando, e assim ir construindo seu próprio conhecimento.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A tarefa de planejar

É extremamente importante planejar. Aprendi que o planejamento é fundamental para um bom trabalho em sala de aula, através da interdisciplina de DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E EDUCAÇÃO. É primordial uma organização, uma análise, uma investigação, e o conteúdo a ser trabalhado vem todo com o aluno, quando mostra interesse e curiosidade. Quando oferece informações e trabalha em conjunto. Planejar requer criatividade, prioridades, conhecer o seu aluno, sua realidade e ser flexível. Deve-se levar em conta a necessidade de aprendizagem dos alunos, os interesses dos alunos, suas vivências, sua realidade e nunca esquecendo do contexto de vida de cada aluno. O planejamento é uma atividade de reflexão sobre o que vamos ensinar; como ensinar; quando vamos ensinar; e o que, quando e como avaliar. É importante o professor ter em mente replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os surdos e o ensino

É importante para os alunos surdos a existência de professores surdos no quadro das escolas, pois, eles trazem o modelo surdo para as crianças e jovens surdos. No caso das escolas terem em seu quadro professores ouvintes, é necessário que estes recebam orientação de professores surdos, que possam auxiliar o professor regente e trabalhar com a língua de sinais na escola. O fato que nas escolas de ouvintes existe o ensino da Língua Portuguesa, que serve para desenvolver diferentes possibilidades de explorar a língua, conhecer suas variantes, adequar o uso ao contexto e desenvolver a escrita, assim por diante, da mesma forma, alunos surdos necessitam do ensino da Língua de Sinais e precisam ter conhecimento sobre os acontecimentos que envolvem as comunidades surdas, construir sua identidade e perspectivas e a disciplina de Libras pode ser esse espaço.
É preciso levar em consideração a necessidade dos alunos surdos terem um espaço nas escolas inclusivas onde possam desenvolver sua identidade e cultura.

Os surdos na comunidade

No município de Sapiranga, onde trabalho, existe uma excelente escola a APADA (Associação dos Pais e Amigos do Deficiente Auditivo), que atende alunos da cidade e dos municípios vizinhos. Hoje atende 65 alunos divididos nos turnos da manhã e da tarde.
A APADA ter parceria com algumas empresas e prefeituras e é vinculada com a Escola Luterana São Mateus, que fica localizada ao lado, atuando a quase 20 anos.
Esta escola oferece curso de libras para comunidade ouvinte, ministrados por professores surdos, onde há interação diária com os ouvintes, acreditando que isso eleva a auto-estima deles melhorando o aprendizado.Assim, o surdo, reconhecido como um sujeito completo e valorizado na cultura visual de suas práticas, pode empreender uma formação escolar de sucesso, valendo-se do auxílio de um professor que também é surdo, pois, além da mesma comunicação, ambos possuem identidade surda, o que contribui para uma melhor harmonia entre professor-aluno.
Os alunos surdos realizam passeios juntamente com as crianças ouvintes, participando de igual para igual. Os alunos surdos assim se sentem parte integrante da comunidade escolar.

LIBRAS


Tive muita expectativa em aprender libras, pois sempre foi minha vontade. Como a muito tempo trabalho com alunos com necessidades especiais , sempre me fascinou aprender libras, aprender a ver o mundo com outros olhos. A princípio, parecemos e somos analfabetos para esta nova língua, mas depois de um tempo, é possível compreender alguns sinais. Já aprendi meu nome e alguns outros sinais. Mas o que gostaria mesmo era de aprender bem esta nova linguagem.
A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa,
e sim uma língua à parte. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua.

Consciência Fonológica ll

Existe forte relação entre a consciência fonológica e o aprendizado da leitura e escrita, Existem dois níveis dessa habilidade, segundo a fonoaudióloga Lílian Nascimento: a consciência de que a língua oral pode se segmentar em unidades e a consciência de que essas unidades se repetem em diferentes palavras faladas. Segundo o texto, a consciência sintática é a capacidade de segmentar a frase em palavras e organizá-las numa seqüência com sentido e a consciência silábica é a capacidade de dividir palavras em sílabas. Já a consciência fonêmica, última que a criança tende a adquirir, é a capacidade de analisar os fonemas e de relacionar esses fonemas com as letras que os representam.Conforme o power point Consciência fonológica, Princípio básicos, avaliação e intervenção de Rosangela Marostega Santos, a consciência fonológica é o conhecimento acerca da estrutura sonora da linguagem e se desenvolve mediante contato com a linguagem oral, envolve a manipulação oral e auditiva dos sons da fala, independente do seu significado. A consciência fonológica é a habilidade em analisar, explicitamente, a fala em seus componentes fonológicos, ela é parte integrante da metalinguagem. Para desenvolver a consciência fonológica atividades que levem a criança a perceber que as frases variam em número de palavras, bem como atividades de rima são bastante interessantes !

Consciência Fonológica

Toda criança desde pequena já possui a intenção de escrever, às vezes só com desenhos e algumas vezes com algumas palavras ou letras soltas. O estímulo da família é de grande importância nesta fase de desenvolvimento da escrita. No texto: "Consciência Fonológica:o que é? para que serve e qual sua relação com o aprendizado da leitura e da escrita?, posso dizer que a consciência fonológica é a capacidade de analisar os fonemas e de relacionar esses fonemas com as "letras", e essa capacidade é a última que a criança tende a adquirir. Quando a criança consegue fazer esta relação "fala/escrita", ela começa a entender o processo de leitura e escrita. No texto, uma parte, chama a atenção: "Pesquisas das últimas décadas apontam que a criança formula hipóteses e constrói conhecimentos ao se familiarizar com as formas de escrita do dia-a-dia e ao refletir, com o professor, sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita". Realmente acredito e noto na sala de aula que os alunos quando estimulados formam hipóteses e constroem conhecimentos, pois quando realizo a atividade de escrita espontânea é um momento onde eles estão criando hipóteses para escrever sozinhos, como por exemplo, quando um aluno tenta escrever: ERRA UA VEIS UM HATIO( ERA UMA VEZ UM GATINHO),é ai que devo mediar sua manifestação, destacando possíveis interferências na sua produção, desafiando-o e fazendo-o trocar ideias até concluir e avançar no seu processo fonológico.

sábado, 9 de janeiro de 2010

ANALISANDO UMA NARRATIVA

Na atividade de analisar uma narrrativa foi possível compreender como se desenvolve o pensamento de uma criança. Segundo Ana Paula Stahlschmidt: “Trata-se de uma área de experiência em que os pequenos podem brincar com a realidade, em que dão um sentido pessoal aos elementos do ambiente e os elaboram à sua maneira para com eles poder lidar.".
Estimular a oralidade, as narrativas é de grande importância para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois envolve a memória, expressões orais gestuais, a criatividade, diálogos mais argumentativos e a imaginação, fazendo-a trazer para a sua realidade, suas invenções, trazendo fatos de suas vivências para sua história. A oralidade deve ser incentivada com a finalidade de aperfeiçoar a expressão oral, fazer distinção do real e imaginário e desenvolver a criatividade.
Como diz no texto de Thaís Gurgel: “A criança brinca com sua realidade...É saudável a criança misturar realidade e ficção.

A ÉTICA DO PROFESSOR AO AVALIAR

Muitos professores não entendem sobre o verdadeiro significado e funções da avaliação, mesmo demonstrando uma postura anti-tradicional, na prática não é assim, ocorre aplicação de provas e testes com base no cognitivo e na memorização, esquecem o pensamento, o raciocínio e a capacidade individual do aluno. Com base na atuação do professor, uma das dificuldades é a falta de preparo específico e de atualização para exercer a tarefa de avaliar, mesmo em uma postura tradicional. Para Cunha (1995, p.44), “aquilo que a pessoa diz ou faz está moldado consciente ou inconscientemente pala situação social. São as experiências e as condições de vida que fornecem a formação dos conceitos e do desempenho do indivíduo”.
O professor deve assumir o papel de orientador, criar condições para que o aluno avalie seu contexto e crie, proporcionando diálogo e cooperação de forma participativa. Tem o papel de facilitador da aprendizagem criando condições para que o aluno se desenvolva. Aceita seu aluno como é, valorizando seus
conhecimentos, seu desenvolvimento e suas descobertas. É valorizado o contexto individual de cada aluno.

TIPOS DE AVALIAÇÃO

Existem muitas formas de se avaliar um aluno, mas devemos utilizar a mais coerente e mais significativa que é a avaliação mediadora. Antes de avaliar um aluno , devemos pensar se também queremos ser avaliados da mesma forma, compreendendo nossas capacidades e esforços.
A avaliação mediadora enquanto dialógica, vai conceber o conhecimento como apropriação do saber do aluno e também pelo professor, como – ação – reflexão – ação que se passa na sala de aula em direção a um saber aprimorado, enriquecido, carregado de significados e de compreensão. Aponta as reais dificuldades dos alunos, valoriza seu crescimento gradual.
Outras formas de avaliação seriam:
* a avaliação classificatória tem caráter seletivo e competitivo, não atende aos propósitos da avaliação da aprendizagem e da educação. Sua função é classificar, atribuir nota ao aluno.
* a avaliação reducionista é aquela que utiliza como instrumento provas ou exames em determinados períodos do ano, deixa de avaliar o processo contínuo do aluno presente em todas as atividades escolares, privilegiando a memorização deixando de lado os outros aspectos da inteligência.
* a avaliação unilateral promove a visão onde apenas o aluno é sistematicamente avaliado por todos. Nesse pressuposto, não existe a função pedagógica da avaliação, pois a tomada de decisão é apenas classificar - aprovar ou reprovar.
Rogers (1985,p.197), diz que: a escola precisa “respeitar e valorizar o estudante, compreender o que a sua experiência escolar representa para ele”.

Sobre avaliar

Não é uma tarefa fácil avaliar um aluno, pois temos que avaliá-lo como um todo. Mesmo tendo todas as notas dos alunos , sempre analiso quem é o aluno que estou avaliando, o que ele fez , que participação teve, como interage com os demais, se apresenta esforço, seus progressos e quais suas limitações.
Utilizo os resultados da avaliação para identificar onde meu aluno está apresentando dificuldade, pois assim é mais fácil diagnosticar e poder interferir de maneira mais próxima do meu aluno. Mas também utilizo-a para analizsar meu trabalho.
Acredito que devemos aperfeiçoar nossa posição de avaliação dando menos ênfase para as notas e valorizar mais o crescimento do nosso aluno como um todo. Como diz Lúdke: “ele aprende toda hora: na dúvida, na pergunta, no relacionamento entre os colegas, no conteúdo trabalhado em turma, na dúvida ou explicação do colega(...) E nós professores precisamos estar atenta a isso e favorecer a aprendizagem contínua.
A avaliação é uma parte integrante do processo ensino–aprendizagem, abrangendo a atuação do professor, o desempenho do aluno e, também os objetivos, a estrutura e o funcionamento da escola e do sistema de ensino.
A avaliação vista como diagnóstico contínuo e dinâmico torna-se um instrumento fundamental para repensar e reformular os métodos, os procedimentos e as estratégias de ensino para que realmente o aluno aprenda.