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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O PPP e a realidade escolar
A escola é fundamental para o aprendizado e é à base da nossa vida, tanto profissional como social. Todo o brasileiro tem direito a uma educação de qualidade e este é um dos objetivos da escola onde eu trabalho.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( LDB ), (Art. 12 e 13), estabeleceu como responsabilidade da escola e de seus professores a construção do Projeto Político Pedagógico (PPP). Para ser uma organização eficaz no comprometimento de propósitos estabelecidos em conjunto por professores, coordenadores e diretores garantindo a formação coerente de seus alunos ao longo da escolaridade obrigatória, é necessário que cada escola construa seu PPP de acordo com a realidade de seus alunos e da sua comunidade escolar. Cada PPP tem seu contexto histórico, possui sua identidade própria. Um Projeto Pedagógico precisa apresentar as finalidades da escola, sua estrutura organizacional, o currículo definido, os tempos e espaços onde ocorrerão as relações de ensino- aprendizagem, o processo de decisão e as relações de trabalho, além das formas previstas para a avaliação da aprendizagem, da escola e do próprio projeto. Conforme o PPP da minha escola: “A função principal da escola que atende ao Ensino Fundamental é possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências, preparando o educando para o exercício consciente da cidadania, dando-lhe condições de ingresso, permanência e sucesso, desenvolvendo suas potencialidades como agente transformador do seu meio”.
O PPP e a Avaliação
O PPP de minha escola é modificado sempre que necessário. Foi elaborado em 2001, como a maioria das escolas de Sapiranga, e eu participei de sua elaboração. Inclusive neste ano já fizemos a modificação para as avaliações serem trimestrais, e não mais bimestrais, possibilitando aos professores desenvolverem com mais qualidade os conteúdos programáticos.
Notei que algumas partes eram iguais a do texto: Organização Curricular e Avaliação da Aprendizagem (Maria Beatriz Gomes da Silva), principalmente no que dizia respeito às leis.
O regime seriado predomina na minha escola, como forma de organização curricular, mas às vezes há indícios do regime ciclado. Alguns professores confundem o ciclado com não reprovação e nisso devem mudar.
Muitas vezes acompanhamos um aluno o ano todo, com suas dificuldades, seus progressos, suas limitações e chegando ao final, ainda com alguns objetivos a ser alcançado, este aluno não os atinge, não conseguindo a nota mínima para ser aprovado. Então fazemos uma reunião com a professora atual, coordenadora e professora do ano seguinte, professora do reforço, onde é colocado como aluno se apresenta, e é combinado um comprometimento da futura professora em continuar um trabalho individual com esse aluno. Assim acontece o regime ciclado na minha escola, com responsabilidade e comprometimento com o aluno. Alguns professores ainda acreditam e trabalham centrados na transmissão de conhecimentos acumulados e considerados essenciais para a inserção de todos à sociedade e ao mercado de trabalho e esses conhecimentos todos os alunos devem aprender num tempo determinado, o professor assim, esquece que cada aluno tem seu tempo individual para aprender, suas limitações e dificuldades, penso que devemos sim nos preocupar com o futuro do nosso aluno, mas não apenas com os conteúdos, notas, devem nos preocupar com o cidadão que estamos formando, suas experiências, seu caráter, seu crescimento como indivíduo questionador e conhecedor do que quer para sua vida futura, trabalhar suas potencialidades, o que é pouco feito nas escolas.
Alguns professores da minha escola acreditam no que diz o texto: Organização Curricular e Avaliação da Aprendizagem (Maria Beatriz Gomes da Silva) “O Currículo é o coração da escola. É por dentro dele que pulsam e se mostram as mais diversas potencialidades, em meio às reações manifestadas pelos alunos nos seus escritos, desenhos, jogos, brincadeiras, experimentos, estratégias de relacionamento entre si e com os educadores. É por dentro dele que desejos podem ser tolhidos ou encorajados. A passagem do aluno pela escola deve ser lembrada como momento de crescimento”.
Notei que algumas partes eram iguais a do texto: Organização Curricular e Avaliação da Aprendizagem (Maria Beatriz Gomes da Silva), principalmente no que dizia respeito às leis.
O regime seriado predomina na minha escola, como forma de organização curricular, mas às vezes há indícios do regime ciclado. Alguns professores confundem o ciclado com não reprovação e nisso devem mudar.
Muitas vezes acompanhamos um aluno o ano todo, com suas dificuldades, seus progressos, suas limitações e chegando ao final, ainda com alguns objetivos a ser alcançado, este aluno não os atinge, não conseguindo a nota mínima para ser aprovado. Então fazemos uma reunião com a professora atual, coordenadora e professora do ano seguinte, professora do reforço, onde é colocado como aluno se apresenta, e é combinado um comprometimento da futura professora em continuar um trabalho individual com esse aluno. Assim acontece o regime ciclado na minha escola, com responsabilidade e comprometimento com o aluno. Alguns professores ainda acreditam e trabalham centrados na transmissão de conhecimentos acumulados e considerados essenciais para a inserção de todos à sociedade e ao mercado de trabalho e esses conhecimentos todos os alunos devem aprender num tempo determinado, o professor assim, esquece que cada aluno tem seu tempo individual para aprender, suas limitações e dificuldades, penso que devemos sim nos preocupar com o futuro do nosso aluno, mas não apenas com os conteúdos, notas, devem nos preocupar com o cidadão que estamos formando, suas experiências, seu caráter, seu crescimento como indivíduo questionador e conhecedor do que quer para sua vida futura, trabalhar suas potencialidades, o que é pouco feito nas escolas.
Alguns professores da minha escola acreditam no que diz o texto: Organização Curricular e Avaliação da Aprendizagem (Maria Beatriz Gomes da Silva) “O Currículo é o coração da escola. É por dentro dele que pulsam e se mostram as mais diversas potencialidades, em meio às reações manifestadas pelos alunos nos seus escritos, desenhos, jogos, brincadeiras, experimentos, estratégias de relacionamento entre si e com os educadores. É por dentro dele que desejos podem ser tolhidos ou encorajados. A passagem do aluno pela escola deve ser lembrada como momento de crescimento”.
GESTÃO DEMOCRÁTICA
Gestão Democrática é o processo político através do qual as pessoas na escola discutem, deliberam e planejam, solucionam problemas e os encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola. Este processo, sustentado no diálogo e na alteridade, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito a normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola. Muito fala-se em democracia e em sujeitos críticos e participativos. Segundo Freire, só se aprende democracia fazendo democracia pela prática da participação, pois: “ninguém vive plenamente a democracia nem tampouco a ajuda a crescer, primeiro, se é interditado no seu direito de falar, de ter voz, de fazer o seu discurso crítico; segundo, se não se engaja, de uma ou de outra forma, na briga em defesa deste direito, que no fundo, é o direito também a atuar” (Freire, 1993: 88). Sendo assim, a Gestão Democrática é condição essencial para a qualidade do ensino que buscamos, pois ela é uma forma de organização da escola que possibilita a participação de todos envolvidos no cotidiano escolar, no planejamento, na tomada de decisões, na definição do uso de recursos e necessidades de investimento, na execução das deliberações coletivas, nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. É um exercício coletivo e participativo que serve como excelente estratégia para transformar a escola em um espaço público onde diversas pessoas têm a possibilidade de articular suas idéias, estabelecer diálogo e considerar diferentes pontos de vista, valorizando ainda mais o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, agregada ao fato de fortalecer cada vez mais a democracia no processo pedagógico, além de ser um caminho para a melhoria da qualidade de ensino. Porém, ela se apresenta como um grande desafio, uma vez que conta com a participação efetiva de todos na tomada de decisões, e com um grande número de pessoas, temos conseqüentemente, um maior número de idéias e opiniões, dificultando a conciliação dos diferentes pontos de vista. Além disso, lidar com resultados, satisfatórios ou não, exige acompanhamento e avaliação constantes, coerência, determinação e vontade, para que se mantenham a coesão, a responsabilidade e a disposição de todos para recuperar os pontos frágeis. Para termos êxito nesse processo, algumas ferramentas são essenciais para que a escola possa atingir seu objetivo, uma que podemos destacar é o Projeto Político Pedagógico, que deve ser elaborado, realizado e avaliado pelo coletivo da escola. Cada Projeto tem um determinado contexto histórico. Precisa ser flexível e prever regulares avaliações e reformulações. Através de sua construção, a escola pode indicar a direção que perseguirá, a organização do seu trabalho educativo, bem como explicitar seus principais problemas, propor soluções e definir responsabilidades coletivas e individuais na superação desses problemas. Levando-se em conta tais considerações, podemos concluir que, para o processo de Gestão Democrática ser realmente eficaz e desta forma, construir uma escola democrática, de qualidade e transformadora é preciso democratizar as práticas de toda a comunidades escolar, adequar à cultura e história específica do grupo, aprender a lidar com a diversidade e da ousadia de cada escola em assumir-se como tal.
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