Existe uma distinção nas classes da EJA, entre os jovens e adultos que frequentam as mesmas salas de aula. “O aluno jovem está mais ligado em atividades de trabalho e lazer mais relacionadas com a sociedade letrada, escolarizada e urbana. Enquanto o adulto traz consigo conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas”.( OLIVEIRA, 1999) O grupo no EJA é muito heterogêneo. Eles têm mais facilidades de se expressar oralmente, mas na linguagem escrita têm muitas dificuldades. O aluno jovem tem a linguagem mais voltada para a gíria e um pensamento abstrato pouco desenvolvido. O aluno adulto tem uma linguagem mais tradicional, mais rica, por causa de suas vivências e experiências. Tem o pensamento abstrato mais desenvolvido. “Algumas concepções dos alunos da EJA se tornam, até mesmo, impedimentos para a apropriação dos conteúdos escolares. Muitos, por não se distanciarem da realidade vivida, não conseguem interpretar, recontando textos conforme o seu ponto de vista, modificando a história ao sabor de suas experiências e valores; sem distinguir o que está escrito do que ele pensa sobre o que está escrito. Eles interpretam o mundo a partir da sua “concretude”, ou seja, de se mostrarem extremamente implicados em seus contextos, dificultando, assim, a apropriação dos conteúdos escolares que, sendo de origem científica, lidam com conceitos e representações historicamente construídos e direcionam o pensamento rumo ao abstrato.”( COMERLATO,1998) Quando refletimos como estes jovens e adultos pensam e aprendem devemos levar em consideração que estas pessoas não são crianças, são os excluídos da escola e são membros de determinados grupos sociais.” É preciso que a educação esteja – em seu conteúdo, em seus programas e em seus métodos – adaptada ao fim que se persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-se como pessoa, transformar o mundo, estabelecer com os outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a história”.(FREIRE,1979)
Os interesses são diferentes causando conflito de opiniões, pois tanto o jovem quanto o adulto buscam o ensino com objetivos diferentes. Apesar do adulto ter mais dificuldades na aprendizagem, estas são superadas na medida em que o mesmo tem maior comprometimento, apresentando diferentes habilidades e tendo consciência de sua limitações. O pensamento dos adultos é de crescimento pessoal e profissional. Eles querem mais oportunidades, melhorar a vida dos filhos e poder concorrer com a população por um emprego melhor. Já o jovem tem o pensamento mais momentâneo. Eles querem terminar logo o estudo para se livrar" dessa obrigação. O jovem ainda não tem família para sustentar, então às preocupações são outras. Eles querem o diploma para conseguir ingressar no mercado de trabalho.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O que é a EJA para uma adulto
Segundo Paulo Freire, para o adulto, alfabetizar-se é muito mais do que decifrar o código escrito:"A alfabetização não pode ser reduzida a um aprendizado técnico-linguístico, como um fato acabado e neutro, ou simplesmente como uma construção pessoal intelectual. A alfabetização passa por questões de ordem lógico-intelectual, afetiva, sócio-cultural, política e técnica." (FREIRE, p. 60, 1996)
Para um adulto, conseguir aprender a ler e a escrever é uma maneira de exercer plenamente sua cidadania, seus direitos e deveres frente à sociedade. Então, precisamos nos questionar o que está incentivando alguém a se alfabetizar depois de adulto. Perguntar ao aluno o que ele gostaria de escrever para encorajá-lo a realizar os seus sonhos com relação à escrita, porque a possibilidade de escrever está muito vinculada ao valor que a proposta tem para cada um. Deste modo, é fundamental identificar qual é a necessidade de cada educando na alfabetização.
Para um adulto, conseguir aprender a ler e a escrever é uma maneira de exercer plenamente sua cidadania, seus direitos e deveres frente à sociedade. Então, precisamos nos questionar o que está incentivando alguém a se alfabetizar depois de adulto. Perguntar ao aluno o que ele gostaria de escrever para encorajá-lo a realizar os seus sonhos com relação à escrita, porque a possibilidade de escrever está muito vinculada ao valor que a proposta tem para cada um. Deste modo, é fundamental identificar qual é a necessidade de cada educando na alfabetização.
O trabalho com EJA
Sabemos que os professores da EJA encontram diversas dificuldades como a falta de motivação, falta de material adequado e até mesmo falta de formação dos profissionais para alfabetizarem jovens e adultos.A maioria dos estudantes da EJA são trabalhadores que não tiveram oportunidade de estudar quando crianças. Preocupados com a alfabetização desses educandos foram testadas novas práticas de ensino e aprendizagem no sentido do aprimoramento do método de ensinar a ler e a escrever a esses adultos.Paulo Freire afirma que as práticas em sala de aula devem estar ligadas com a realidade dos alunos e o processo de aprendizagem deve ser dinâmico e ativo.Esses alunos são sujeitos com experiência de vida, que deve ser levada em consideração na hora de alfabetizar. Aprender a ler e a escrever é refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever sobre o profundo significado da linguagem.
Acredito que o professor precisa considerar a realidade em que esses alunos vivem. É preciso ter um planejamento diferenciado que consiga atingir as necessidades desses alunos e ao mesmo tempo, trabalhar em cima das dificuldades que eles trazem. É preciso muito paciência e atenção especial a cada aluno, para que ele se sinta inserido na turma, para que ele se sinta valorizado e para que ele possa se sentir à vontade para expor qualquer problema ou dificuldade. Chamou-me a atenção que a aquisição da escrita é uma aquisição conceitual para crianças e adultos, construída pelo sujeito nas relações com o meio. Emília Ferreiro e Ana Teberosky encontraram os mesmos estágios de concepção sobre a escrita em adultos já identificada em crianças.Esses estágios se sucedem ao longo do processo de domínio da escrita.*escrita pré-silábica;*escrita silábica;*escrita silábico-alfabética*escrita alfabética
Acredito que o professor precisa considerar a realidade em que esses alunos vivem. É preciso ter um planejamento diferenciado que consiga atingir as necessidades desses alunos e ao mesmo tempo, trabalhar em cima das dificuldades que eles trazem. É preciso muito paciência e atenção especial a cada aluno, para que ele se sinta inserido na turma, para que ele se sinta valorizado e para que ele possa se sentir à vontade para expor qualquer problema ou dificuldade. Chamou-me a atenção que a aquisição da escrita é uma aquisição conceitual para crianças e adultos, construída pelo sujeito nas relações com o meio. Emília Ferreiro e Ana Teberosky encontraram os mesmos estágios de concepção sobre a escrita em adultos já identificada em crianças.Esses estágios se sucedem ao longo do processo de domínio da escrita.*escrita pré-silábica;*escrita silábica;*escrita silábico-alfabética*escrita alfabética
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A ESCOLA E AS QUESTÕES RACIAIS E MORAIS

É na escola que as crianças deixam de pertencer exclusivamente à família para integrarem-se numa comunidade mais ampla. É lá que boa parte do processo de socialização infantil acontece, pois na escola a criança estabelece relações com crianças de diferentes núcleos familiares e esse contato diversificado poderá fazer da escola o primeiro espaço de vivência das tensões raciais.
A relação estabelecida entre crianças oriundas dos mais diferentes grupos étnicos, com seus costumes e suas crenças pode acontecer de modo tenso, excluindo, possibilitando que algumas crianças adotem em alguns momentos uma postura introvertida, por medo de serem rejeitadas ou ridicularizadas pelos colegas de sala de aula.
Desta forma, é necessário que as questões raciais sejam abordadas criticamente no ambiente escolar, a fim de romper com os conceitos formados erroneamente contra as diferentes etnias. É necessário que haja a conscientização das diferenças entre as pessoas, mostrando que a diversidade não implica inferioridade. A escola precisa ensinar o que é preconceito e discriminação e promover a auto-estima através do auto-conhecimento e liberdade de expressão.
CONHECENDO OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
O município de Sapiranga oportunizou a participação de muitos professores na 74ª Plenária do Fórum Permanente da Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS. Assim como já trabalhamos na interdisciplina de Necessidades Especiais, também tivemos a oportunidade de aprender mais sobre a garantia dos direitos de cada cidadão, portador ou não de alguma deficiência e percebi, com isso, a grande importância de nós cidadãos e professores de sabermos a que temos direito, tentando, com isso, entender um pouco mais de nossa sociedade e dos problemas que nossas famílias e as famílias de nossos alunos estão submetidas. Esses fóruns existem para criar uma força política para cobrar tais direitos.Os seres humanos por si só não sentem (ou percebem) a necessidade de todos serem tratados com igualdade, por isso há necessidade do estado criar leis que diminuam as diferenças entre as pessoas, ou seja, as leis existem para que as diferenças entre negros, índios, brancos, pessoas com deficiência, mulheres sejam menores. Há necessidade de leis que garantam o acesso aos mais excluídos, mais desfavorecidos, pois nossa sociedade é historicamente excludente e preconceituosa. Mas o maior problema que vejo não é a falta de leis. As leis existem e atenderiam ao direito de todos se não fosse o descumprimento destas, infelizmente. Toda administração pública, antes de mais nada, deveria zelar pelo cumprimento dos direitos humanos! As leis existem, mas as pessoas nem tem conhecimento delas, pois os responsaveis pelo seu cumprimento criam barreiras, ou muitas vezes, nem eles tem conhecimento da existência destas leis. Somente que necessita destas leis , é que sabe o valor que elas tem.
"ENTRE OS MUROS DA ESCOLA" comentario II
Assistindo o filme “Entre os Muros da Escola” percebe-se a rotina de uma escola pública, localizada na periferia e que se encaixa perfeitamente na realidade de nossas escolas. Inicialmente chamou-me a atenção a reunião inicial, na qual os professores apresentavam-se, pois alguns faziam referência ao tempo que estavam ali, outro ao tempo para se aposentar e outros por ingressarem neste momento na escola, bem como a parte onde as turmas eram distribuídas e os professores mais antigos davam descrições dos alunos “bons” e “maus”, discriminando-os logo de início. Pensando nisso, me lembrei como os professores fazem isso no início do ano e por mais que se fale que um ano é diferente do outro, eles tornam a repetir estes atos, pois já estão acostumados a criar rótulos, como se assim fosse mais fácil de compreender um aluno e oferecer-lhe um ensino de qualidade. Assim como aqueles que estão para se aposentar, demonstram insatisfação, desanimo e muito mau humorpelo cansaço mental, os mais jovens já estão estressados pela falta de dominio em sala de aula. Este filme retrada muito o cotidiano da sala de aula, bem como dos professores. Neste sentido é muito importante que o grupo nào se contamine, trabalhando com a autoestima dos professores, através de elogios, de recados de apoio e principalmente mito diálogo.
EXPERIÊNCIA COM INCLUSÃO- DEFICIÊNCIA FISICA
Ao ler o texto \"Conhecendo o aluno com deficiência física\", capítulo I de Rita Bersch e Rosângela Machado, destaco a experiência que tive
com alunos de inclusão onde aprendi muito, pois ambos estavam na mesma série, que era uma 2ª série regular naquela época. Um aluno se chamava Fábio, tinha 14 anos e seu diagnóstico era paralisia cerebral , e como sequela além do estrabismo, apresentava grande dificuldade de locomoção. A outra aluna se chamava Rita , tinha 22 anos e seu diagnóstico era síndrome de down.
O Fábio apesar de suas limitações na escrita , na locomoção , era muito esperto e inteligente, pois era muito atento as falas e comentários de outros, sempre espondo sua opinião. Ele gostava de assistir documentários sobre todos os assuntos e a cada novo trabalho em sala de aula ele tinha fortes argumentos pra apresentar. Ele ajudava muito com seus questionamentos e seu conhecimento . Também gostava de escrever poesias, e já tinha algumas escritas. Recebia apoio na APAE para lançar um livro de poesias. Mas o que mais me chamava a atenção era sua perseverança e atitude. Ele tinha uma garra para aprender e se esforçava para copiar as atividades, mesmo sabendo que não teria muito sucesso. Tentava correr, brincar com seus colegas e sentia uma forte exclusão devido as suas limitações. Mas não desistia. Aprendi muito com ele por mais problemas e dificludades que temos, não podemos desistir do que queremos.
Sabemos também que nem sempre a deficiência física aparece isolada e em muitos casos encontraremos associações com privações sensoriais
(visuais ou auditivas), deficiência mental, autismo etc. e, por isso, o conhecimento destas outras áreas também auxiliará o professor responsável pelo atendimento desse aluno a entender melhor e propor o Atendimento
Educacional Especializado – AEE necessário.
Existe uma associação freqüente entre a deficiência física e os problemas de comunicação, como nos caso de alunos com paralisia cerebral. A
alteração do tônus muscular, nessas crianças, prejudicará também as funções fonoarticulatórias, onde a fala poderá se apresentar alterada ou ausente. O prejuízo na comunicação traz dificuldades na avaliação cognitiva dessa criança, que comumente é percebida como deficiente mental. Nesses casos, o conhecimento e a implementação da Comunicação Aumentativa e Alternativa, no espaço do atendimento educacional, será extremamente importante para a escolarização deste aluno.
[...] é necessário que os professores conheçam a diversidade e a
complexidade dos diferentes tipos de deficiência física, para definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial do aluno. De acordo com a limitação física apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentosespeciais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações prática vivenciadas no cotidiano
escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas
potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida. (BRASIL, 2006, p. 29)
A Rita era dois anos mais velha do que eu , e eu achava estranho ter uma aluna com mais idade. Sua família não aceitava que ela tinha sindrome de down, e por isso seu aprendizado ficou prejudicado. Quando ela foi encaminhada à APAE já era uma pré-adolescente. Durante o período que ficou na escola aprendeu a escrever algumas palavras apenas, mas interagia com todos, era mutio cativa. Apresentava uma desenvoltura para teatro e dança, e habilidades para pintura. Sempre escrevia para mim"POFESOA BONITA". Era muito teimosa, não gostava de copiar do quadro as atividades e conversava muito , apesar de falar com dificuldade. Mas o que se destacava na Rita era o fato de ela não sentir medo ou vergonha de se expor para os outros . Ela percebia que alguns olhavam para ela de uma maneira diferente, e ela tirava proveito disto par aparecer mais, fazendo graça. Ela tentava chamar a atenção para coisas que sabia fazer ou que dominava, mostrando o quanto é importante ressaltarmos o que fazemos de melhor e que muitas vezes outros não percebem. Sempre somos melhores em alguma coisa.
O que foi mais problemático no trabalho com a Rita, foi que sua famía que não aceitava suas limitações e queriam que ela fosse avaliada como os demais e também não aceitavam o trabalho da escola em procurar explorar suas habilidades. Muitas vezes a família prejudica mais o aluno do que a sua própria deficiência.
No texto já entitulado acima, tem uma frase que diz: "aprendemos aquilo que vivenciamos", e acredito que essa é a mais verdadeira de todas!
com alunos de inclusão onde aprendi muito, pois ambos estavam na mesma série, que era uma 2ª série regular naquela época. Um aluno se chamava Fábio, tinha 14 anos e seu diagnóstico era paralisia cerebral , e como sequela além do estrabismo, apresentava grande dificuldade de locomoção. A outra aluna se chamava Rita , tinha 22 anos e seu diagnóstico era síndrome de down.
O Fábio apesar de suas limitações na escrita , na locomoção , era muito esperto e inteligente, pois era muito atento as falas e comentários de outros, sempre espondo sua opinião. Ele gostava de assistir documentários sobre todos os assuntos e a cada novo trabalho em sala de aula ele tinha fortes argumentos pra apresentar. Ele ajudava muito com seus questionamentos e seu conhecimento . Também gostava de escrever poesias, e já tinha algumas escritas. Recebia apoio na APAE para lançar um livro de poesias. Mas o que mais me chamava a atenção era sua perseverança e atitude. Ele tinha uma garra para aprender e se esforçava para copiar as atividades, mesmo sabendo que não teria muito sucesso. Tentava correr, brincar com seus colegas e sentia uma forte exclusão devido as suas limitações. Mas não desistia. Aprendi muito com ele por mais problemas e dificludades que temos, não podemos desistir do que queremos.
Sabemos também que nem sempre a deficiência física aparece isolada e em muitos casos encontraremos associações com privações sensoriais
(visuais ou auditivas), deficiência mental, autismo etc. e, por isso, o conhecimento destas outras áreas também auxiliará o professor responsável pelo atendimento desse aluno a entender melhor e propor o Atendimento
Educacional Especializado – AEE necessário.
Existe uma associação freqüente entre a deficiência física e os problemas de comunicação, como nos caso de alunos com paralisia cerebral. A
alteração do tônus muscular, nessas crianças, prejudicará também as funções fonoarticulatórias, onde a fala poderá se apresentar alterada ou ausente. O prejuízo na comunicação traz dificuldades na avaliação cognitiva dessa criança, que comumente é percebida como deficiente mental. Nesses casos, o conhecimento e a implementação da Comunicação Aumentativa e Alternativa, no espaço do atendimento educacional, será extremamente importante para a escolarização deste aluno.
[...] é necessário que os professores conheçam a diversidade e a
complexidade dos diferentes tipos de deficiência física, para definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial do aluno. De acordo com a limitação física apresentada é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentosespeciais para a sua educação buscando viabilizar a participação do aluno nas situações prática vivenciadas no cotidiano
escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas
potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida. (BRASIL, 2006, p. 29)
A Rita era dois anos mais velha do que eu , e eu achava estranho ter uma aluna com mais idade. Sua família não aceitava que ela tinha sindrome de down, e por isso seu aprendizado ficou prejudicado. Quando ela foi encaminhada à APAE já era uma pré-adolescente. Durante o período que ficou na escola aprendeu a escrever algumas palavras apenas, mas interagia com todos, era mutio cativa. Apresentava uma desenvoltura para teatro e dança, e habilidades para pintura. Sempre escrevia para mim"POFESOA BONITA". Era muito teimosa, não gostava de copiar do quadro as atividades e conversava muito , apesar de falar com dificuldade. Mas o que se destacava na Rita era o fato de ela não sentir medo ou vergonha de se expor para os outros . Ela percebia que alguns olhavam para ela de uma maneira diferente, e ela tirava proveito disto par aparecer mais, fazendo graça. Ela tentava chamar a atenção para coisas que sabia fazer ou que dominava, mostrando o quanto é importante ressaltarmos o que fazemos de melhor e que muitas vezes outros não percebem. Sempre somos melhores em alguma coisa.
O que foi mais problemático no trabalho com a Rita, foi que sua famía que não aceitava suas limitações e queriam que ela fosse avaliada como os demais e também não aceitavam o trabalho da escola em procurar explorar suas habilidades. Muitas vezes a família prejudica mais o aluno do que a sua própria deficiência.
No texto já entitulado acima, tem uma frase que diz: "aprendemos aquilo que vivenciamos", e acredito que essa é a mais verdadeira de todas!
Assinar:
Postagens (Atom)